Fizemos um Townhall. Lançámos o portal Cosmos. E devemos-lhe uma explicação se não esteve lá

Há uma certa ironia no facto de estar a ler estas palavras. Porque este artigo — o primeiro artigo pós-apresentação do conceito do Jornal Cosmos — só existe porque Hove um evento onde foi anunciado que este portal ia existir. E se está a ler isto mas não esteve no evento, então o jornal já está a cumprir o seu papel: chegar onde o evento não conseguiu.
O evento chamou-se Cosmos: Transparência, Pessoas e Agilidade. Três palavras que não foram escolhidas ao acaso. Transparência, porque a transformação não se faz em silêncio. Pessoas, porque nenhum processo muda sem que as pessoas mudem primeiro. Agilidade, porque mudar bem não é mudar depressa — é mudar com propósito.
Se não lá esteve é porque o seu trabalho não podia parar
Uma empresa de telecomunicações funciona 24 horas por dia. O NOC não deve fechar, as redes que servem os clientes não se desligam. Os colegas nas províncias não podem deixar as operações sem cobertura. As equipas de campo não podem abandonar uma intervenção a meio. A continuidade do serviço é a nossa primeira responsabilidade — e é precisamente por causa dessa responsabilidade que parte da organização não pôde estar presente.
“Se não esteve presente, não foi porque a sua presença não importava. Foi porque o seu trabalho era demasiado importante para ser interrompido. O Cosmos nasceu também para si — talvez, sobretudo, para si.”
Três palavras, três Compromissos.
Transparência
A transformação da organização não acontece num gabinete fechado. Acontece em todos os andares, em todas as equipas, em todas as províncias. Mas para que as suas pessoas participem na mudança, precisam de compreendê-la. E para compreenderem, precisam de informação.
O Cosmos abre este espaço para partilhar onde estamos, para onde vamos e o que ainda não sabemos. Sim, há coisas que ainda não sabemos. E dizê-lo em voz alta é, por si só, um acto de transparência.
Pessoas
Nenhum sistema novo, nenhum processo redesenhado, nenhum estratégia recalcitrada funciona sem as pessoas que lhe dão vida. O segundo pilar do evento foi esse: reconhecer que a transformação se faz com todas as pessoas da organização. Não apenas com que decide. Não apenas com quem gere. Com quem opera, com quem atende, com quem mantém, com quem instala, com quem resolve às três da manhã o que ninguém planeou.
E é exactamente por isso que o lançamento do Jornal Cosmos, feito pela colega Celma Sampaio neste evento. Porque um jornal interno não é um mural de notícias. É um instrumento de inclusão: garante que a informação, a reflexão e a voz da organização chegam a todos — mesmo a quem não pôde estar na sala.
Agilidade
A agilidade, tal como mencionado por membros da Comissão Executiva, não é velocidade. É a capacidade de mudar de direcção sem perder o equilíbrio. No contexto da nossa organização, agilidade significa saber que nem tudo pode mudar ao mesmo tempo — e ter a disciplina de escolher o que mudar primeiro, consolidar, e só depois avançar.
O Townhall reflectiu esta ideia: não foi uma lista de 25 projectos em simultâneo. Foi uma conversa sobre prioridades. Sobre aquilo que, se fizermos bem nos próximos meses, muda a trajectória de tudo o resto.
E nasceu o Cosmos
No centro do evento, houve um anúncio, o lançamento do Jornal Cosmos. Não o boletim de notícias apenas. Não um comunicado institucional. Um Jornal — com rubricas, com opinião, com espaço para perguntas e para dúvidas. Um lugar onde a organização fala consigo própria.
E Townhall não foi só sobre o Cosmos, mas temos a certeza de que será aqui que terá toda a informação sobre o evento.
O nome não é inocente. Cosmos significa ordem no meio da complexidade. Significa que, mesmo quando há muito a mudar e muito a acontecer, é possível encontrar um fio condutor. E este pretende ser o fio.
Por: Doroteia Pedro

