Na manhã de sexta-feira, 8 de Maio, realizou-se o encontro interno “Cosmos — Transformação com Pessoas, Transparência e Agilidade“, um momento-chave de alinhamento entre a Comissão Executiva e os colaboradores da ACS e MSTelcom.

A sessão, moderada pela Directora do Departamento Jurídico, Brigitte Soares e dinamizada pelo Director de Suporte ao Negócio, Manuel Sambrano, decorreu num ambiente aberto e participativo, promovendo o diálogo construtivo sobre o processo de transformação em curso.

Um dos destaques do encontro foi o lançamento do Jornal Cosmos, apresentado pela técnica de Marketing Celma Sampaio. A nova plataforma surge como um espaço de proximidade, integração, orientado para reforçar a comunicação interna, valorizar pessoas, projectos e conquistas, e estimular a partilha de conhecimento relevante em toda a organização.

Na sua intervenção, o Presidente da Comissão Executiva, Francisco Pinto Leite, começou por reconhecer o compromisso, a competência e a lealdade dos colaboradores sublinhando que “Atrás de cada cadeira há anos de trabalho, carreiras construídas com dedicação e famílias que dependem do que aqui fazemos.”

Num registo de transparência, apresentou o contexto actual da organização, recordando que apesar de já ter atingido níveis de desempenho de referência, a empresa registou, desde 2017, uma quebra significativa de resultados e uma perda sustentada de quota de mercado. Estes dados, afirmou, não devem ser encarados como receio, mas como uma base realista para decisões responsáveis

Ainda assim, deixou uma mensagem clara de confiança no futuro: O accionista acredita no projecto e aposta na transformação, com foco na preservação dos postos de trabalho e na reinvenção do negócio. O accionista escolheu a transformação porque escolheu as pessoas” reforçou.

É neste contexto que surge a decisão estratégica de integrar as operações sob uma marca unificada — Mercury. Mais do que uma integração técnica, trata-se de um passo estruturante para o futuro, com a ambição de construir, nos próximos três anos, uma organização mais ágil, fluída, centrada no cliente e capaz de recuperar a liderança de mercado.

Para concretizar esta visão, o PCE destacou a necessidade de evoluir para modelo de trabalho, promovendo uma cultura orientada para resultados e para o cliente, assente na simplificação de processos, eliminação de burocracias e valorização de quem gera impacto.

“Quero ser claro sobre o que isto significa. Significa passar de uma cultura em que processo manda, para uma cultura em que o resultado para o cliente manda.”

Francisco Pinto Leite

O desafio não passa por trabalhar mais, mas trabalhar de forma diferente — com maior colaboração e foco na criação de valor.

Reconhecendo os receios naturais associados à mudança, o Francisco Pinto Leite assumiu quatro compromissos fundamentais com os colaboradores:

Os Vogais da Comissão Executiva, Otília Viegas e Bruno Neto, reforçaram a importância de uma comunicação responsável, rigorosa e baseada em factos, comprometendo-se a garantir que toda a informação partilhada seja previamente validada e consistente.

O encontro incluiu ainda um momento interactivo de perguntas e respostas, através de mensagens anónimas via QR Code e intervenções presenciais, promovendo um espaço de escuta activa, proximidade e confiança entre colaboradores e liderança.

Na intervenção de encerramento, a Vogal e Administradora da Comissão Executiva, Otília Viegas, trouxe a reflexão para o plano mais prático: o impacto da transformação no dia-a-dia das organizações. Destacou que os processos de mudança falham, muitas vezes, por dois motivos — por falta de adaptação às exigências do mercado ou por ausência de método, clareza e respeito pelas pessoas —, sublinhando que o compromisso da organização é evoluir de forma responsável.

Nos próximos tempos, apontou como prioridades com maior orientação para a eficiência, simplicidade e foco no cliente, através da revisão de processos e da agilização da tomada de decisão. Destacou ainda a importância de reforçar o alinhamento entre as áreas, promovendo uma cultura de colaboração e responsabilidade partilhada, bem como a valorização do mérito, reconhecendo o contributo, a iniciativa e a capacidade de execução.

Assumindo uma postura de transparência, Otília referiu:

“Há temas ainda em desenvolvimento. Algumas definições organizacionais continuam em análise, e preferimos comunicar as decisões maduras do que alimentar especulação prematura.”

Otília Patrícia Viegas

Ao concluir, deixou uma mensagem de confiança: as transformações exigem, mas também revelam o melhor das organizações — competência, resiliência, espírito de equipa e capacidade de adaptação. O futuro não será construído apenas por uma estratégia, mas por todos nós, na forma como trabalhamos todos os dias”.

A sessão terminou com uma dinâmica participativa para identificação dos valores essenciais da organização, seguida de um momento de convívio, reforçando o espírito de equipa e o compromisso colectivo com a construção da nova Mercury.