A decisão de reentrar o serviço de FWA no segmento B2B não nasceu de um despacho isolado nem de uma deliberação fechada da Comissão Executiva. Foi resultado de um processo de reflexão conjunta, construído a partir de perguntas, experiências no terreno e diferentes pontos de vista trazidos pelas equipas ao Encontro Técnico de Planeamento e Alinhamento, realizado a 6 de Fevereiro de 2026.

Ao longo da sessão, em vez de apresentarmos uma resposta pronta, começámos por fazer perguntas: que tipo de clientes mais beneficiam das características do FWA? Em que contextos a solução se tem mostrado mais competitiva? Onde estão hoje as maiores exigências de qualidade, disponibilidade e suporte associado a este serviço?

As respostas vieram das equipas comerciais, técnicas, de planeamento, de operações e de suporte, trazendo exemplos concretos de clientes, casos de uso e desafios encontrados no dia-a-dia.

Ficou claro, a partir desse exercício, que o FWA tem um encaixe natural e diferenciador no universo empresarial: empresas que precisam de ligações rápidas de implementar, soluções de contingência para serviços críticos, ligações em locais onde a fibra é difícil de instalar, projectos temporários ou operações distribuídas geograficamente. No segmento B2B, o FWA não é apenas “mais um acesso à internet”; é uma peça estratégica na continuidade de negócios dos clientes, complementando outras soluções de conectividade, datacenter, cloud e serviços digitais.

Ao mesmo tempo, as equipas reconheceram que tentar responder de forma indistinta a todos os segmentos acabava por diluir foco, recursos e qualidade de acompanhamento. A dispersão entre B2C e B2B criava complexidade comercial, pressão operacional e dificuldade em alinhar expectativas de serviço. Ao trabalharmos em conjunto estas evidências, a pergunta deixou de ser “se” deveríamos escolher uma prioridade, passou a ser “qual o posicionamento que melhor traduz a nossa proposta de valor e a nossa vocação enquanto operador”.

Foi neste contexto que o foco em B2B surgiu como resposta natural, construída pelos participantes, e não apenas anunciada pela liderança. A Comissão Executiva participou activamente na discussão, enquadrando os objectivos estratégicos da MSTelcom, mas o caminho até à conclusão foi feito a partir das contribuições de directores chefes de departamento, num exercício de alinhamento genuinamente colaborativo. Mais do que validar uma decisão, o encontro permitiu que a própria decisão nascesse do diálogo entre quem define estratégia e quem está mais próximo do cliente e da operação.

Outro ponto importante trabalhado na sessão foi a forma como este reposicionamento se relaciona com a nossa visão de evolução e agilidade organizacional. Ao focarmos o FWA no B2B, não estamos a “encolher” o serviço, mas a torná-lo mais coerente com a forma como queremos estar no mercado: com propostas claras, promessas bem definidas e capacidade de entrega alinhada com aquilo que comunicamos. Em vez de multiplicar direcções, escolhemos aprofundar aquela que podemos ser, de facto um parceiro de referência.

Importa sublinhar que, ao longo de todo este processo, a lógica foi sempre a de construir em conjunto, através de perguntas e respostas, e não a de apresentar conclusões fechadas. Cada intervenção — seja ao partilhar uma ideia, seja ao expor uma dificuldade — ajudou a testar hipóteses, desmontar preconceitos e clarificar os critérios que realmente importam quando pensamos o futuro do FWA dentro da carteira de soluções da MSTelcom.

Chegar à conclusão que o FWA deve focar o B2B foi, por isso, menos um acto isolado de decisão e mais um exercício de aprendizagem colectiva. O encontro terminou com um forte alinhamento entre liderança e equipas em torno desta escolha, reforçando a ideia de que a nossa vantagem competitiva não está apenas na tecnologia que oferecemos, mas na capacidade de escutar, reflectir e decidir em conjunto o caminho a seguir.

É esta a forma de decidir que traduz a transformação — baseada em evidências e orientara para a realidade dos clientes — que queremos continuar a cultivar. Porque, tal como aconteceu com o FWA, as melhores respostas para os desafios estratégicos surgem quando juntamos as pessoas certas à volta das perguntas certas.